sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Palavras da última Quinta - 25/08/2011


Postagem de Renato Bock

Hoje, faço uma interrupção na série do Idioleto Manoelês para compartilhar algo que vi na rua.
Já havia passado por esses escritos algumas vezes mas estava sempre dirigindo e não conseguia anotar. Dessa vez, passei como carona e peguei o danado!
Lá nas muralhas das construções do setor de autarquias Norte, Pelo lado da L2, está escrito assim:

"FOICE O DIA"

Não fosse o amanhã
que dia agitado
hoje seria


Postagem de Fabiana Coelho de Morais

Já viram também aquele das escadarias que sobem para o pátio atrás do Teatro Nacional, no sentido de quem atravessa do Setor de Autarquias Sul para o Teatro? (sou péssima para dar referência de localizações)...

O
Poema
É
Área
Pública
Invadida
Pela
imaginação



Postagem de Ennio Salvador

Mundo moderno, melhore - Monólogo (por Chico Anísio)

Mundo moderno, marco malévolo, mesclando mentiras, modificando maneiras, mascarando maracutaias, majestoso manicômio. Meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres, miscigenação, morticínio -- maior maldade mundial.

Madrugada, matuto magro, macrocéfalo, mastiga média morna. Monta matumbo malhado munindo machado, martelo, mochila murcha. Margeia mata maior. Manhãzinha, move moinho, moendo macaxeira, mandioca. Meio-dia, mata marreco, manjar melhorzinho. Meia-noite, mima mulherzinha mimosa, Maria morena, momento maravilha, motivação mútua, mas monocórdia mesmice. Muitos migram, macilentos, maltrapilhos. Morarão modestamente, malocas metropolitanas, mocambos miseráveis. Menos moral, menos mantimentos, mais menosprezo. Metade morre.

Mundo maligno, misturando mendigos maltratados, menores metralhados, militares mandões, meretrizes, marafonas, mocinhas, meras meninas, mariposas mortificando-se moralmente. Modestas moças maculadas, mercenárias mulheres marcadas.

Mundo medíocre. Milionários montam mansões magníficas: melhor mármore, mobília mirabolante, máxima megalomania, mordomo, mercedes, motorista, mãos... Magnatas manobrando milhões, mas maioria morre minguando. Moradia meiágua, menos, marquise.

Mundo maluco, máquina mortífera. Mundo moderno, melhore. Melhore mais, melhore muito, melhore mesmo. Merecemos. Maldito mundo moderno, mundinho merda.




Postagem de Alexandre Silveira

Ezra Pound

SAUDAÇÃO

Oh geração dos afetados consumados
e consumadamente deslocados,
Tenho visto pescadores em piqueniques ao sol,
Tenho-os visto, com suas famílias mal-amanhadas,
Tenho visto seus sorrisos transbordantes de dentes
e escutado seus risos desengraçados.
E eu sou mais feliz que vós,
E eles eram mais felizes do que eu;
E os peixes nadam no lago
e não possuem nem o que vestir.



Postagem de Bruna Moroni

"A fragilidade humana me assusta"


Julia da Silva Marinho,
uma amiga que comecou, recentemente, a trabalhar numa uti.



Postagem de Roberta Scatolini

Pode ser por vento ou por esquecimento
Se você perder a voz antes de chegar à foz
Se você perder o tempo e no contratempo
O você em nós se enroscar em nós

É melhor gritar, mesmo sem esperar
Que a voz do fundo diga tudo
Muita gente não consegue escutar
No silêncio os dizeres do mundo

Se você perder a voz e isto pode acontecer
Espero que você não deixe de se interrogar
Por que todo homem não pode ser
Tudo aquilo que julgar ser?

Se você perder a voz, grite
O mais alto que puder prá gente ouvir
Quem tem o que falar, insiste
Mesmo a mudez não pode mentir



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2 comentários:

  1. Essa poesia é de autoria do Wagner Merije In "Turnê do Encantamento"

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