quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Quinta Poesia de 20 de Outubro de 2011

Hoje eu vou de uma que li de um usuário do Facebook

"A vida é muito curta para ejetarmos USB com segurança"

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Nina para quinta-poesia
mostrar detalhes 23:43 (14 horas atrás)
Adorei, por isso ejeto sempre sem a segurança...e os seguros me dizem é maluca, vai estragar...
Rssss...
Beijos

Em 19 de outubro de 2011 23:42, Renato Bock <rebock@gmail.com> escreveu:

--
Nina
" Para amar basta existir..."




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Nina não está disponível para bater papo
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Bruna Moroni para quinta-poesia
mostrar detalhes 23:44 (14 horas atrás)



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Bruna Moroni para quinta-poesia
mostrar detalhes 23:45 (14 horas atrás)
ah... a vida nao eh tao curta...


Date: Wed, 19 Oct 2011 23:43:47 -0200
Subject: Re: Quinta Poesia
From: ninaceolin@gmail.com
To: quinta-poesia@googlegroups.com
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Omar Silveira para quinta-poesia
mostrar detalhes 07:40 (6 horas atrás)

http://www.youtube.com/watch?v=MuRwyA5OFKQ&sns=fb

Mário Quintana por Antônio Abujamra


Bjos


Enviado via iPad

Em 19/10/2011, às 23:42, Renato Bock <rebock@gmail.com> escreveu:





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Ana Bock para quinta-poesia
mostrar detalhes 09:42 (4 horas atrás)
Bárbaro!!!!! Adorei!!!!!
Levei pra casa a lição.

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roberta scatolini para quinta-poesia
mostrar detalhes 12:59 (1 hora atrás)
PEQUENO ESCLARECIMENTO

Os poetas não são azuis nem nada, como pensam alguns supersticiosos, nem sujeitos a ataques súbitos de levitação. O de que eles mais gostam é estar em silêncio - um silêncio que subjaz a quaisquer escapes motorísticos e declamatórios. Um silêncio... Este impoluível silêncio em que escrevo e em que tu me lês.

Mario Quintana
Feliz dia dos poetas!!!!
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Roberta não está disponível para bater papo
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alexandre silveira para quinta-poesia
mostrar detalhes 13:53 (7 minutos atrás)

E.E.Cummings

minha especialidade é viver - era a legenda
de um homem(que não tinha renda
porque não estava à venda)

olhar à direita - replicaram num segundo
dois bilhões de piolhos púbicos do fundo
de um par de calças(morimbundo)

( tradução: Augusto de Campos )


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Inaugurando

Quando as aves falam com as pedras e as rãs com as águas - é de poesia que estão falando.

Manoel de Barros



setembro!

SETEMBRO, seja bem-vindo, seja bem LINDO,
com todas suas cores, suas flores e
nossos amores!!!



Marisa Vieira aos amigos do Quinta Poesia!

Lá vão as palavras da quinta primeiro de setembro.

"... tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo condizia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!

Ergueu-se de um salto, passou rapidamente um roupão, veio levantar os transparentes da janela... Que linda manhã! Era um daqueles dias do fim de agosto em que o estio faz uma pausa; há prematuramente, no calor e na luz, uma certa tranqüilidade outonal; o sol cai largo, resplandecente, mas pousa de leve; o ar não tem o embaciado canicular, e o azul muito alto reluz com uma nitidez lavada; respira-se mais livremente; e já se não vê na gente que passa o abatimento mole da calma enfraquecedora. Veio-lhe uma alegria: sentia-se ligeira, tinha dormido a noite de um sono são, contínuo, e todas as agitações, as impaciências dos dias passados pareciam ter-se dissipado naquele repouso. Foi-se ver ao espelho..."

In "Primo Basílio" de Eça de Queiroz

Postado por Roberta Scatolini

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O Livro sobre Nada

Manoel de Barros

Do Idioleto Manoelês

Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.


Postado por Renato Bock


"Somos a soma dos sumos".

Postado por Cristina Queiroz

Um pingo.
Um pingo de felicidade.
Um pingo de amor.
Um pingo de dor.
Seca na pele quando escorre dos olhos
e quando à boca chega, salgado fica.
Ao cair no chão, solitário, eis aí a lágrima.
Se o tempo fecha, é chuva,
fina que seja.
Lava a alma, dor e coração.
A saliva reconhece.
Pelo tato se sente.

Postado por Ennio Salvador

"Nos olhos da libélula
refletem-se
montanhas distantes."

Issa

Postado por Alexandre Silveira

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Palavras da última Quinta - 25/08/2011


Postagem de Renato Bock

Hoje, faço uma interrupção na série do Idioleto Manoelês para compartilhar algo que vi na rua.
Já havia passado por esses escritos algumas vezes mas estava sempre dirigindo e não conseguia anotar. Dessa vez, passei como carona e peguei o danado!
Lá nas muralhas das construções do setor de autarquias Norte, Pelo lado da L2, está escrito assim:

"FOICE O DIA"

Não fosse o amanhã
que dia agitado
hoje seria


Postagem de Fabiana Coelho de Morais

Já viram também aquele das escadarias que sobem para o pátio atrás do Teatro Nacional, no sentido de quem atravessa do Setor de Autarquias Sul para o Teatro? (sou péssima para dar referência de localizações)...

O
Poema
É
Área
Pública
Invadida
Pela
imaginação



Postagem de Ennio Salvador

Mundo moderno, melhore - Monólogo (por Chico Anísio)

Mundo moderno, marco malévolo, mesclando mentiras, modificando maneiras, mascarando maracutaias, majestoso manicômio. Meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres, miscigenação, morticínio -- maior maldade mundial.

Madrugada, matuto magro, macrocéfalo, mastiga média morna. Monta matumbo malhado munindo machado, martelo, mochila murcha. Margeia mata maior. Manhãzinha, move moinho, moendo macaxeira, mandioca. Meio-dia, mata marreco, manjar melhorzinho. Meia-noite, mima mulherzinha mimosa, Maria morena, momento maravilha, motivação mútua, mas monocórdia mesmice. Muitos migram, macilentos, maltrapilhos. Morarão modestamente, malocas metropolitanas, mocambos miseráveis. Menos moral, menos mantimentos, mais menosprezo. Metade morre.

Mundo maligno, misturando mendigos maltratados, menores metralhados, militares mandões, meretrizes, marafonas, mocinhas, meras meninas, mariposas mortificando-se moralmente. Modestas moças maculadas, mercenárias mulheres marcadas.

Mundo medíocre. Milionários montam mansões magníficas: melhor mármore, mobília mirabolante, máxima megalomania, mordomo, mercedes, motorista, mãos... Magnatas manobrando milhões, mas maioria morre minguando. Moradia meiágua, menos, marquise.

Mundo maluco, máquina mortífera. Mundo moderno, melhore. Melhore mais, melhore muito, melhore mesmo. Merecemos. Maldito mundo moderno, mundinho merda.




Postagem de Alexandre Silveira

Ezra Pound

SAUDAÇÃO

Oh geração dos afetados consumados
e consumadamente deslocados,
Tenho visto pescadores em piqueniques ao sol,
Tenho-os visto, com suas famílias mal-amanhadas,
Tenho visto seus sorrisos transbordantes de dentes
e escutado seus risos desengraçados.
E eu sou mais feliz que vós,
E eles eram mais felizes do que eu;
E os peixes nadam no lago
e não possuem nem o que vestir.



Postagem de Bruna Moroni

"A fragilidade humana me assusta"


Julia da Silva Marinho,
uma amiga que comecou, recentemente, a trabalhar numa uti.



Postagem de Roberta Scatolini

Pode ser por vento ou por esquecimento
Se você perder a voz antes de chegar à foz
Se você perder o tempo e no contratempo
O você em nós se enroscar em nós

É melhor gritar, mesmo sem esperar
Que a voz do fundo diga tudo
Muita gente não consegue escutar
No silêncio os dizeres do mundo

Se você perder a voz e isto pode acontecer
Espero que você não deixe de se interrogar
Por que todo homem não pode ser
Tudo aquilo que julgar ser?

Se você perder a voz, grite
O mais alto que puder prá gente ouvir
Quem tem o que falar, insiste
Mesmo a mudez não pode mentir



'

RETOMADA!!!!

O Blog do Quinta está voltando a atuar. Vamos publicar por aqui o que tem sido trocado no grupo que se reúne virtualmente às quintas feiras!